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Brasileiro cria projeto de aulas presenciais para alunos carentes na Bolívia

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Para ajudar os alunos de áreas carentes de Santa Cruz de la Sierra, a maior cidade da Bolívia, o professor brasileiro João Veríssimo criou, junto com a empreendedora Mónica Flores, o projeto Aula 4x4. Para evitar a propagação da covid-19, as aulas de matemática e línguas, para alunos do ensino fundamental, são dadas em espaços abertos nas comunidades.

Por Elianah Jorge, correspondente da RFI

O professor brasileiro aplica um protocolo sanitário rígido em suas aulas. O uso de máscara é obrigatório, a distância entre alunos e voluntários deve ser respeitada e todos devem levar álcool em gel para participar das aulas.

"São grupos de no máximo quatro pessoas, sentadas em um quadrado imaginário, com um metro de distância entre cada uma”, explica João Veríssimo. "As crianças vêm para o encontro, para a Aula 4x4, de uniforme. A grande maioria busca reconstruir este único espaço de socialização que eles têm.”

A iniciativa representa um alívio para as famílias, diz o professor brasileiro. “A maioria conta com esse projeto para manter os filhos, não apenas com um nível mínimo de aprendizagem, mas também ocupados. Todas as crianças e jovens deste país, no sistema público, passavam o dia sem nada para fazer, até o ano passado”, lembra.

As doações são fundamentais para a continuidade do projeto. “Todo o material que precisamos foi doado. Fizemos uma divulgação nas nossas redes sociais e alguns grupos se prontificaram a doar dinheiro ou material. Com o dinheiro compramos os quadros”, explica.

O Aula 4x4 foi implantado em dois bairros de Santa Cruz de la Sierra e já conta com pelo menos 60 estudantes, mas começa a se expandir. "Temos um terceiro bairro que demonstrou interesse e que agora, neste mês, iniciará os primeiros contatos para levar o projeto", detalha o professor.

A ideia agora é levar o projeto para as universidades. “Temos planos de nos associarmos a universidades para trabalhar com estudantes dos centros de pedagogia e psicopedagogia das universidades e dos centros de formação de professores da Bolívia.”

Apoio das comunidades

O apoio de moradores das comunidades também é fundamental. São eles que literalmente abrem os pátios e quintais de suas casas, explica João Veríssimo. “Alguns não tem um pátio onde podem receber um grupo de até quatro pessoas, então pede emprestado o pátio do vizinho ou de algum outro participante do projeto que more perto”.

Outro cuidado levado em conta na organização do Aula 4x4 é a restrição de circulação de pessoas alheias à comunidade. "Os facilitadores precisam ser do bairro para que na comunidade não entre gente de fora e aumente o risco de contaminação", explica. "Essa logística interna é algo que precisa ser bem pensada. As soluções são sempre encontradas pelos moradores. Levamos a ideia, pais e mães de família, e às vezes também as crianças, têm os meios paras superar as limitações”, conta.

Epidemia paralisou ensino no país

Até agora, foram detectados cerca de 239 mil de casos da covid-19 na Bolívia. Mais de onze mil pessoas morreram no país. Diante do avanço da pandemia, o governo provisório de Jeanine Áñez, que terminou em novembro de 2020, encerrou o ano letivo no primeiro semestre do ano passado.

“O país não conseguiu estabelecer neste período nenhum modelo educativo e decidiu aprovar automaticamente todos os alunos”. As instituições de ensino continuam fechadas no país. Apenas nas cidades pequenas, com menor risco de contágio, os alunos conseguem ter aulas presenciais.

Com a chegada do atual presidente da Bolívia, Luis Arce, ao poder, em novembro, a situação melhorou, diz o professor brasileiro. Em fevereiro, o governo instaurou um modelo de educação à distância por rádio, televisão e redes sociais, beneficiando os quase três milhões de estudantes inscritos nos ensinos fundamental e médio.

O brasileiro explica que a iniciativa das aulas virtuais esbarra na falta de infraestrutura da Bolívia, beneficiando as classes mais altas. “A maioria da população não tem acesso a internet de qualidade. Mesmo em centros urbanos, a energia elétrica não chega em algumas regiões periféricas. Nem todas as casas possuem internet ou smartphones”.

A organização We Are Social avaliou que 65% da população boliviana utiliza a Internet. De acordo com um levantamento divulgado pelo Banco Mundial, no ano de 2018, a energia elétrica chegava a cerca de 95,6% de toda a Bolívia. Para apoiar o ensino virtual, voluntários de outros projetos captam e consertam computadores e celulares inteligentes, que em seguida são doados a estudantes de áreas carentes.

Dados publicados pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) mostram que, em 2020, a pobreza na Bolívia afetaria 16,8% da população, o equivalente a 453 mil bolivianos. O motivo é o impacto provocado pelo coronavírus na economia do país.

Baixo desempenho educativo

Um relatório divulgado recentemente pela Unesco mostra que a Bolívia ocupa um dos últimos lugares da América Latina no ranking do desempenho educativo. Mais da metade dos estudantes bolivianos estão atrasados em comparação aos estudantes de outros países da região.

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Por Elianah Jorge, correspondente da RFI

O professor brasileiro aplica um protocolo sanitário rígido em suas aulas. O uso de máscara é obrigatório, a distância entre alunos e voluntários deve ser respeitada e todos devem levar álcool em gel para participar das aulas.

"São grupos de no máximo quatro pessoas, sentadas em um quadrado imaginário, com um metro de distância entre cada uma”, explica João Veríssimo. "As crianças vêm para o encontro, para a Aula 4x4, de uniforme. A grande maioria busca reconstruir este único espaço de socialização que eles têm.”

A iniciativa representa um alívio para as famílias, diz o professor brasileiro. “A maioria conta com esse projeto para manter os filhos, não apenas com um nível mínimo de aprendizagem, mas também ocupados. Todas as crianças e jovens deste país, no sistema público, passavam o dia sem nada para fazer, até o ano passado”, lembra.

As doações são fundamentais para a continuidade do projeto. “Todo o material que precisamos foi doado. Fizemos uma divulgação nas nossas redes sociais e alguns grupos se prontificaram a doar dinheiro ou material. Com o dinheiro compramos os quadros”, explica.

O Aula 4x4 foi implantado em dois bairros de Santa Cruz de la Sierra e já conta com pelo menos 60 estudantes, mas começa a se expandir. "Temos um terceiro bairro que demonstrou interesse e que agora, neste mês, iniciará os primeiros contatos para levar o projeto", detalha o professor.

A ideia agora é levar o projeto para as universidades. “Temos planos de nos associarmos a universidades para trabalhar com estudantes dos centros de pedagogia e psicopedagogia das universidades e dos centros de formação de professores da Bolívia.”

Apoio das comunidades

O apoio de moradores das comunidades também é fundamental. São eles que literalmente abrem os pátios e quintais de suas casas, explica João Veríssimo. “Alguns não tem um pátio onde podem receber um grupo de até quatro pessoas, então pede emprestado o pátio do vizinho ou de algum outro participante do projeto que more perto”.

Outro cuidado levado em conta na organização do Aula 4x4 é a restrição de circulação de pessoas alheias à comunidade. "Os facilitadores precisam ser do bairro para que na comunidade não entre gente de fora e aumente o risco de contaminação", explica. "Essa logística interna é algo que precisa ser bem pensada. As soluções são sempre encontradas pelos moradores. Levamos a ideia, pais e mães de família, e às vezes também as crianças, têm os meios paras superar as limitações”, conta.

Epidemia paralisou ensino no país

Até agora, foram detectados cerca de 239 mil de casos da covid-19 na Bolívia. Mais de onze mil pessoas morreram no país. Diante do avanço da pandemia, o governo provisório de Jeanine Áñez, que terminou em novembro de 2020, encerrou o ano letivo no primeiro semestre do ano passado.

“O país não conseguiu estabelecer neste período nenhum modelo educativo e decidiu aprovar automaticamente todos os alunos”. As instituições de ensino continuam fechadas no país. Apenas nas cidades pequenas, com menor risco de contágio, os alunos conseguem ter aulas presenciais.

Com a chegada do atual presidente da Bolívia, Luis Arce, ao poder, em novembro, a situação melhorou, diz o professor brasileiro. Em fevereiro, o governo instaurou um modelo de educação à distância por rádio, televisão e redes sociais, beneficiando os quase três milhões de estudantes inscritos nos ensinos fundamental e médio.

O brasileiro explica que a iniciativa das aulas virtuais esbarra na falta de infraestrutura da Bolívia, beneficiando as classes mais altas. “A maioria da população não tem acesso a internet de qualidade. Mesmo em centros urbanos, a energia elétrica não chega em algumas regiões periféricas. Nem todas as casas possuem internet ou smartphones”.

A organização We Are Social avaliou que 65% da população boliviana utiliza a Internet. De acordo com um levantamento divulgado pelo Banco Mundial, no ano de 2018, a energia elétrica chegava a cerca de 95,6% de toda a Bolívia. Para apoiar o ensino virtual, voluntários de outros projetos captam e consertam computadores e celulares inteligentes, que em seguida são doados a estudantes de áreas carentes.

Dados publicados pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) mostram que, em 2020, a pobreza na Bolívia afetaria 16,8% da população, o equivalente a 453 mil bolivianos. O motivo é o impacto provocado pelo coronavírus na economia do país.

Baixo desempenho educativo

Um relatório divulgado recentemente pela Unesco mostra que a Bolívia ocupa um dos últimos lugares da América Latina no ranking do desempenho educativo. Mais da metade dos estudantes bolivianos estão atrasados em comparação aos estudantes de outros países da região.

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